DEFININDO PERSONALIDADE

 

 

Sabendo usar o livre arbítrio, é que se poderá moldar a personalidade.
Todo ser vivente apenas aprenderá a viver, se conseguir desenvolver
sua personalidade, e viver seguindo sua vocação natural, sempre procurando
aperfeiçoar seu conhecimento.
Osculos e amplexos,
Marcial

DEFININDO PERSONALIDADE
Marcial Salaverry

Para tentar definir personalidade, vou me socorrer de algo que li já há algum tempo, palavras de uma grande atriz do passado, chamada Judy Garland, que simplesmente deixou uma pequena pérola para nós, pobres mortais, vejam só:
"Seja sempre uma versão de 1ª categoria de si mesmo, do que uma versão de 2ª categoria de outra pessoa."
Sem dúvida alguma, isso se encaixa como uma luva em muitos casos que conheço, de pessoas que foram criadas à feição, para serem imagem e semelhança de seus pais, ou então para que seus pais se sentissem realizados ao contemplar sua obra, do tipo: "Eu não consegui, mas meu filho vai realizar o meu sonho... "
Com toda a certeza, isso não é um pensamento bom, e é por causa de gente assim, que encontramos tantos advogados, médicos, engenheiros, que foram obrigados a sufocar seus pendores artísticos, somente porque seu pai quis ver esse seu sonho (seu, dele, pai), enquanto que ele, na verdade queria ser ator (e tinha talento). Infelizmente, existem muitos assim. Obrigados a fazer o que lhes era imposto, nunca chegaram a lugar algum. Ficaram na mediocridade.
Para evitar que isso aconteça, existem os famosos testes vocacionais, para que as crianças possam descobrir seus pendores, sua vocação.
Na minha modesta opinião, se a criança revela talento para trabalhos manuais, é isso que ela deverá seguir. De pouco adiantará incutir em sua cabeça que artista de televisão, ou jogador de futebol (as profissões da moda no momento) ganham mais. Mais vale ser um excelente marceneiro, e fazer seu futuro com essa profissão, do que ser um péssimo ator, que jamais conseguirá algum destaque.
Portanto, vai aqui minha sugestão aos jovens pais: Deixem seus filhos descobrir sua vocação. Orientar, sim. Uma boa orientação é imprescindível. Influenciar, não. A coisa deve fluir naturalmente. Claro é que, se a criança tiver vocação para traficante de cocaína, deve ser melhor orientado, para evitar que seja um futuro marginal...
Não se deve tentar induzir a criança a seguir esta ou aquela profissão. Vamos esperar que ela revele seus pendores, e ajudá-la nas eventuais dúvidas que ela tiver,
até encontrar seu verdadeiro caminho.
Assim como, não se deve procurar facilitar em tudo seu caminhar... Vamos permitir que ela encontre dificuldades, e que saiba delas sair... Orientação é uma coisa,
auxílio no aprendizado, sim, mas aplainar totalmente o caminho, fazendo as lições por ela, será extremamente prejudicial.
Procurar facilitar a vida para que ela tenha seu caminho totalmente facilitado, vai tirar o espírito de luta, vai tirar aquele gostoso prazer de superar obstáculos por méritos próprios. Assim, podemos procurar iluminar o caminho, mas deixar que ela saiba superar os problemas.
Assim se define uma personalidade, permitindo que a vida seja vivida.
E assim, sempre se poderá ter UM LINDO DIA...

 

 

Marcial Salaverry


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