AINDA CAPRICHOS DO AMOR

 

 
Caprichos de amor, por ser um tema muito caprichoso, pede alguns novos comentários, como algo que me foi enviado por nossa amiga L’Inconnue, muito oportunamente aliás:
Para sentir o amor, só é preciso despojar-se do orgulho, limpar o espírito dos bloqueios e permitir que o nosso coração comande a nossa razão.
Com certeza, para que se possa sentir e viver o amor, quando ele surgir, devemos estar com o coração aberto, e o espírito desarmado, para aceitá-lo e vivê-lo em sua plenitude.
Se formos colocar restrições a ele, evidentemente não poderá dar certo, pois eventuais acertos quanto a quaisquer diferenças de personalidade, poderão e deverão ser feitos, mas com diálogo, com calma e ponderação, sem bloqueios preestabelecidos.
Assim, muitos sonhos e projetos preconcebidos acabam mudando de cor e sabor, transformando-se em passado, e a vida recomeça quando nasce o amor.
Geralmente é assim que acontece.  Muitas vezes, para que possamos nos amoldar a um amor, precisamos fazer algumas concessões, ceder em alguns sonhos ou projetos que acabam, se tornando inviáveis.  Se valer a pena, sempre se pode e se deve reavaliar muitos valores que considerávamos imutáveis, mas há que se considerar que esse  pensamento despojado deverá ser mútuo. Se necessário for, ambas as partes deverão reavaliar conceitos e sonhos, o que poderá possibilitar uma boa coexistência.
Devemos considerar que o amor sem dor, é aquele que completa a nossa existência, que nos faz maior e mais confiantes, e nos mostra as belas coisas e dá um sentido especial à nossa vida. Esse é o amor recíproco, em que ambos se amam com igual intensidade. É o amor com que todos sonham.  Não há quem não deseje viver um amor assim. Pleno, completo, com a mistura ideal de amor, carinho, amizade, paixão, tudo devidamente diluído e pronto para ser servido.  Mas também exige alta dose de compreensão, ponderação, e também de renúncia, para que o entendimento seja perfeito.
E só é conseguido, se todas as arestas foram aparadas, para que o mecanismo do motor do amor funcione sem quaisquer panes.
Esse, sem dúvida, é o amor inexplicável, que traz em si a doçura e o amargor, que deixa tudo delicioso, ou totalmente sem sabor, que nos leva para lindas emoções, ou não...
Pode ser o amor para toda a vida, se houver a reciprocidade, ou o amor sem volta, quando só um dos parceiros ama. 
Quando isso ocorrer, há que se repensar tudo, e procurar equacionar esse amor sem razão. Transformá-lo em amizade, se for possível, ou simplesmente desistir e partir para outra. Malhar em ferro frio, muitas vezes provoca mais dor.
Mais vale uma boa amizade, onde ainda exista carinho e consideração, do que forçar uma situação, que será sempre desconfortável.
E existe também outro tipo de relacionamento, onde a química, ou a proximidade, não  estimula as sensações, o sangue não flui com agitação e  o vácuo ocupa o nosso coração, e isso ocorre quando somos amados e não conseguimos amar.  Fica aquela sensação de vazio no peito, e nos perguntamos porque não conseguimos retribuir a esse amor.
Muitas vezes gostamos da pessoa, temos um carinho muito grande, mas não é amor. Assim, sentimos a pessoa triste, e nada podemos fazer para dar-lhe o que ela quer. E fica a pergunta: Haverá algo de errado conosco?  Na verdade não se trata de haver algo de errado, pois o que pode ter acontecido é que talvez não tenha havido a reação química entre ambas as partes, reação essa que faz com que se acione o motor do amor.
É uma explicação um tanto empírica,  mas é a mais viável.  Talvez o amor seja mesmo movido por uma química especial, ou poderá depender de uma interferência divina, tão inexplicável é dizer como e porque ele surge, ou não em nossa vida.
Não há vacina nem antivírus que dê bons resultados. O ideal é relaxar e entregar-se.....
Sendo contaminado pelo vírus W-Love, o ideal é relaxar, entregar-se a seus efeitos, e cama...
E se alguém nunca passou por nenhuma dessas experiências, pode até dizer sem mentir, que existiu, mas não viveu,  pois, realmente, quem nunca amou na vida,  passeou pela Terra, mas não viveu de fato.
Antes que se funda a cuca tentando definir o amor, vamos ter UM LINDO DIA.
 

 

Marcial Salaverry


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