ENTENDENDO PAIS E FILHOS

 

 

É verdade que o Dia dos Pais já passou,
mas pais são pais e filhos são filhos durantre 365 dias e 6 horas
por ano...
Então, em todo e qualquer dia do ano pode ser oportuno falar
do relacionamento entre Pais e Filhos
(mesmo porque neste "Pais" estão incluidos  Pai e Mãe...)
Osculos e amplexos,
Marcial

ENTENDENDO PAIS E FILHOS
Marcial Salaverry
Consultando a folhinha, constatamos que o Dia dos Pais já passou, e muito  falamos sobre os pais, que sempre procuram fazer tudo aquilo que podem por seus filhos, e podemos dizer que se tornaram pais porque fizeram sua parte para que essas crianças nascessem, e não podemos esquecer da notável colaboração das Mães nesse evento. Sempre que se pede a uma pessoa o nome de "seus pais", as mães estão incluidas nesse "Pais", então é justo delas falarmos, ainda mais que muitas vezes são "Pai e Mãe", o que aliás também ocorre com "eles", que por vezes são obrigados a representar esse duplo papel no palco da vida. 
Sempre é oportuno falar sobre educação infantil, sobre a maneira de se criar filhos, pois estão surgindo divergências sobre diferenças entre repressão e educação.  O que antes se considerava educação, hoje é tido como repressão, e o resultado é o que está se vendo. Não podemos confundir liberdade de opinião com liberalidade de costumes.
 Li um artigo muito interessante sobre paternidade, que termina com a seguinte, e muito linda frase:
“A integração plena entre duas pessoas que se amam é a fusão de suas essências em um novo ser: O FILHO”, e as responsabilidades sempre devem ser bem divididas entre o casal, no que tange à educação e criação dos filhos.
Muito linda a frase, só que é preciso acrescentar que, para se ter um filho, é muito importante que o casal esteja muito bem preparado para o evento. Preparado moral, material, e espiritualmente, pois é um passo muito importante que vai ser dado, e que representa uma enorme mudança na vida do casal. Afinal, vamos por no mundo uma criatura que vai precisar de todo apoio possível e imaginário. 
Portanto, se os pais (ambos) não estiveram com todos os requisitos em dia, sai besteira, sendo uma das razões para termos tantas crianças abandonadas, mal educadas e "otras cositas más", sendo algo como um produto híbrido de pais inadequados, e infelizmente tem muitos casos assim.
Na hora de fazer, tudo é lindo e maravilhoso.  Quando se cai na real do dia a dia, é que vemos onde a porca torce o rabo, e até onde pode desandar a maionese com a falta desse planejamento, que impede que se dê aos filhos a criação adequada, e muitas vezes isso poderá acarretar tantas consequencias danosas para o futuro das crianças, que por vezes chego a pensar se não seria lógico e necessário o tal “controle de natalidade”, tão apregoado em certos países. 
Muitas vezes acontece a chamada "gravidez acidental", ou seja, em um momento de, digamos emoção excessiva, houve a perda de controle, resultando daí os chamados "filhos indesejados".  Muitas vezes tais crianças tem a sorte de encontrar boa acolhida, apesar de "acidental" (será acidental mesmo?), mas geralmente são considerados como um fardo por quem os cria, gerando assim traumas incríveis para essa criança.
Muitos casais podem dizer que tiveram seus filhos planejados, pensados e executados calma e  conscientemente.  Depois, com os filhos crescidos e bem criados, pode-se dizer que eles tiveram toda a atenção e apoio moral e material que poderiam ter.  Enfim, esses casais podem dizer: MISSÃO CUMPRIDA, ou quase, pois sempre os filhos vão precisar de apoio dos pais e se houve esse planejamento, sempre haverá o bom relacionamento entre pais e filhos, o que dificilmente ocorre nos lares mal formados, e a falta de condições, sempre provoca a revolta dos filhos contra os pais. Enfim, essa questão deve ser encarada com muita atenção e carinho.
Muitas vezes casais que não querem ter filhos são questionados por esse motivo.  Não vejo porque esse questionamento. Afinal, é uma questão que só diz respeito a eles, e se por algum motivo decidem que não devem ter filhos, ou por lhes faltar estrutura emocional, quando ainda são muito jovens e querem aproveitar a vida primeiro, ou por questão profissional, já que a maternidade para ser bem administrada, exige dedicação total do casal,  essa decisão deve ser respeitada, pois é deles, e só a eles interessa.
Essa é uma das sábias maneiras de fazer o "controle da natalidade", os chamados filhos conscientes. Ou seja, gerados quando os pais reúnem condições para tanto, e realmente desejam aumentar a família.  Convenhamos que atualmente, isto se torna cada vez mais problemático.
Sempre resta o famoso argumento:" Se seus pais tivessem pensado assim, você não estaria aí..." É bem verdade, acontece, porém que eles não pensaram assim, e prefiro pensar que fui planejado com toda a consciencia por parte deles... Assim sendo, só nos resta respeitar quem pensa dessa maneira...
Bem meus amigos, a todos, desejo simplesmenteUM LINDO DIA.                       
 

 

Marcial Salaverry


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