FALANDO SOBRE DIREITOS AUTORAIS E O FAMOSO "AD"

 


Escritores, webdesigners, webmasters, todos artistas que gostam
de ser respeitados... E é importante faze-lo...
Osculos e amplexos,
Marcial
FALANDO SOBRE DIREITOS AUTORAIS E O FAMOSO "AD"
Marcial Salaverry
 
Infelizmente algo que vem acontecendo desde que existe Internet, é o desrespeito ao inalienável direito dos artistas de ver respeitados os créditos literários sobre seu trabalho artístico... Então vamos falar sobre esse assunto, algo que já está se fazendo necessário, para dirimir dúvidas e mal entendidos. 
Para tanto, vamos por partes, como faria Jack o Estripador...
Autor Desconhecido:. Penso que todo e qualquer texto escrito tem um autor,  cujo nome deve ser respeitado, e mantido em seus textos, não devendo ser retirado em hipótese alguma.  Um argumento usado, que faz um certo sentido, é que muitas vezes o nome é cortado inadvertidamente, por culpa do próprio autor, que o coloca no fim do texto, e, no repasse, alguém seleciona o texto todo, sem reparar no nome que está mais abaixo.
Sugestão: Colocar o nome sempre junto ao título.  Nesse caso, quem retirar o nome, o fará propositadamente, cabendo uma reclamação, um pedido de retificação.
Havendo colaboração dos autores e dos repassadores, diminuirá bastante o problema.
Formatação: Não existe respeito também aqui.  Para criar certas imagens, as e os webdesigners gastam tempo e trabalho para criar os lindos desenhos que vemos circulando, seja nas HP, seja nas formatações. O que acontece aqui é trágico. Ao invés de se limitar a efetuar o repasse, respeitando, além do nome do autor, o nome do webdesigner que está assinando a obra, cortam tudo que possa identificar os autores, cometendo autênticos atentados ao talento de ambos os artistas.  Com que finalidade? Sabe-se lá porque fazer isso.  Seria muito mais simples, escrever uma dedicatória, e repassar como está, respeitando o trabalho de quem o fez.  Por que essa amputação desnecessária, e porque não dizer, criminosa? Sim... É um crime de lesa-arte, um desrespeito a deu algo de si na execução da obra artística.
Do repasse: Aqui vem a parte mais interessante.  Na teoria, quem recebe um texto sem a identificação do autor, tanto poderá ter algum trabalho numa pesquisa junto aos sites de busca, como poderá devolver o texto a quem o enviou, solicitando o nome do autor, como poderá simplesmente repassá-lo.  Todas as atitudes são corretas e válidas, dependendo de sua vontade.  Afinal, ele recebeu assim, gostou do texto, e quer repassa-lo a seus amigos. Perfeitamente válida e correta sua atitude.  Gostaríamos que fosse diferente, mas não podemos comandar a vontade das pessoas. 
Quem teve a atitude condenável não é quem simplesmente repassa um texto, mas sim quem fez o aleijão. E é à consciência do iniciador da coisa que estou apelando, para que repense em suas atitudes.  Afinal, não existe nenhum ganho com isso... Por que então “podar” o nome do autor?  Por que retirar o nome do webdesigner?  Por que alterar o trabalho de arte lá executado? Se não gostou, ou não está de acordo com a imagem que acompanha o texto, que crie uma imagem sua, colocando o texto nela e agora sim, poderá repassa-la com orgulho, desde que mantenha o nome do autor. 
O que incomoda aos autores é ver seus trabalhos circulando como Autor Desconhecido. Vamos respeitar o nome dos autores.
O que incomoda aos webdesigners é ver seu trabalho violentado, e seus créditos retirados. Vamos, pois, respeitar o trabalho desses artistas, que tem o mesmo valor dos escritores.
O que incomoda às pessoas que gostam de repassar, é ter sua atenção chamada por estar repassando texto com autor desconhecido.  Vamos respeitar seu desejo de dividir com os amigos os belos textos que lhes caem às mãos.  É um direito que tem.  E não tem culpa da coisa ter começado.
Só não se incomoda é quem começou a coisa toda, e é esse que deveria sentir-se incomodado, e é justamente a quem eu faço o apelo.
VAMOS, POR FAVOR, RESPEITAR OS TRABALHOS ORIGINAIS.
E, se quiser modificar algo que está na Internet, que tenha a ética de pedir autorização aos pais da criança para faze-lo.  Não custa nada.  Fica muito mais elegante.  E são pouquíssimos os autores ou webdesigners que  recusariam autorização para tanto.
E principalmente, crianças, vamos sempre agir dentro dos limites que nos impõe a boa educação. Se de algo temos uma reclamação, façamo-la educadamente, sem criar área de atrito com quem quer que seja. Nada se ganha criando polemicas ou discussões estéreis.
Um erro jamais justificará o outro.
Acreditando agora ter dirimido quaisquer dúvidas anteriormente surgidas, renovo meu apelo de PAZ NA INTERNET.  Havendo boa vontade e bom senso, ficará muito melhor e mais gostoso navegar pela Internet. 
Esperando por esse espírito de colaboração, desejo a todos UM LINDO DIA.

 

Marcial Salaverry


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