AINDA SOBRE RELACIONAMENTOS

 

Indiscutivelmente o assunto é muito polêmico, pois existem versões e mais versões. Felizmente as os opiniões são sempre divergentes. Ficaria preocupado se todo mundo concordasse com tudo, pois indicaria uma "acomodação intelectual" que não pode existir.

Havia sido abordado um caso em que houve um excelente entendimento entre as partes, os dois pensaram bem, foram maduros ao iniciar o relacionamento, e quando um descobriu que havia sido quebrado o encanto, resolveram separar-se "numa boa", por terem, ambos, chegado à conclusão de que não havia mais clima para prosseguirem juntos. Perfeitamente normal e válido. Dois jovens maduros, tomando uma decisão pensada e analisada. É um caso. Ambos acharam que seria melhor se separar.

Quem sabe, conhecendo outros parceiros possam encontrar o par ideal.

Já abordei em outro artigo, onde citei Oscar Wilde, o fato de se descobrir a felicidade do casamento, devido aos casamentos não havidos. Houve alguns pontos de vista discordantes, pois nem todo mundo achou válida a necessidade de "outras experiências" para se aquilatar melhor se é ou não feliz...

Felizmente, nunca há unanimidade em questão de opiniões. Existem casos, e casos.

Nesse, houve bom senso, foi tudo pensado e meditado, contudo, existem diversos outros casos, em que ficou patente a precipitação, não só no "ajuntamento inicial, como no "desajuntamento" final.

Falando em sentido genérico, é que se pode dizer que está havendo muita pressa nessas "experiências". Nunca houve tantos casos de adolescentes grávidas como nestes últimos tempos. A justificativa delas?

"Não deu prá segurar...". E se não deu prá segurar, é porque houve permissividade, precipitação.

Sempre, cada caso é um caso.

Conheço diversos, em que houve uma união (seja lá que nome estejam dando agora), e que houve filhos. Com filhos, não suportaram as responsabilidades. Resultado cada um para um lado, e a tradicional "volta prá casa da mamãe, agora avó". Ainda se gostam? Em alguns casos sim, em outros até se odeiam e usam as crianças como armas de agressão.

Em outros casos, depois de uma separação, acabou surgindo o entendimento e voltaram a viver juntos. Houve precipitação no início e no fim. Felizmente (ou não) houve o "reajuntamento".

Baseado em todos esses casos, é que critico a nova moral, onde tudo se permite, e tudo é válido.

Não digo que se deva voltar aos tempos antigos, mas sim, que comece a haver uma certa ponderação. Que os jovens comecem a pensar melhor antes se entregar aos desejos, às vontades. Que não "fiquem" tanto, pois só leva a um conhecimento "táctil". E o mais importante é que haja o conhecimento interior, do pensamento, da alma. Aí sim, chegando-se a essa conclusão, vendo se realmente existe essa afinidade, "juntar-se", para não haver tanto "desajuntamento", que sempre provoca traumas e ressentimentos. Quando há crianças de permeio, a coisa é mais séria ainda.

Portanto, não falei por um caso específico. Procurei generalizar, nesse aspecto de que a urgência demonstrada pelos jovens leva a erros de julgamento.

Principalmente no caso das separações. A este respeito, vou me reservar para outra ocasião, para não alongar demais o assunto.

Asseguro que estou amando esta polêmica, pois uma coisa puxa outra, e nos força a pensar.

Muita gente olha a juventude apenas sob o prisma dos bailes funk Mas existe uma outra juventude, bem coordenada, com os pés no chão, e que sabe o que quer da vida.

Têm seus objetivos definidos, e vão atrás deles, procurando atingir suas metas com discernimento e competência. A esses, reservo meus aplausos. Conheço muitos jovens assim, e cada vez mais os admiro, pois estão sabendo abrir seu caminho. Alguns até que gostam do Tigrão (afinal, ninguém é perfeito), mas têm dado provas cabais de que sabem o que querem da vida.

Quero deixar claro que as críticas que faço, referindo "à juventude", é direcionada àqueles a quem servir a carapuça. Aos que não se julgarem merecedores delas, os meus aplausos. Existe a juventude sadia, graças ao Amigão e não tenham dúvidas de que em muito maior número do que a outra.

Feita a retificação necessária. Penitencio-me por não haver me expressado bem, e ter deixado dúvidas quanto às minhas considerações "anti-jovens" . Não sou "anti-jovem", e nem poderia sê-lo, porque um dia também fui jovem e fiz muita besteira, não tenham dúvidas disso. Ainda me lembro...

 

 

Marcial Salaverry


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