ENTENDENDO A QUIMICA DOS RELACIONAMENTOS

 


Coisa complicada são nossos relacionamentos... As pessoas estão cada mais difíceis de se fazer entender... ou de procurar entender...
Ósculos e amplexos,
Marcial

ENTENDENDO A QUIMICA DOS RELACIONAMENTOS
Marcial Salaverry

Procurar entender a química que existe nos relacionamentos, o que faz com que alguns sejam lindos e outros horriveis, sem qualquer sombra de dúvida, é um dos assuntos mais polêmicos que existe, pois envolve algo que é regido mais pelas emoções do que pelo raciocínio.
O fato de gostarmos de alguém, seja por uma amizade, ou por amor, as vezes contraria toda a lógica do mundo. Gostamos e pronto. Por que? Ninguém explica.
Todavia, para as questões do coração existe um perigo enorme se nos envolvemos com alguém que acabe ferindo nossos sentimentos, pois por incrível que possa parecer, o impulso da paixão é a coisa mais perigosa que existe, eis que  nos leva por vezes a atitudes impensadas, com algumas possibilidades de "quebrarmos a cara".
Portanto, antes de "cairmos de quatro" por alguém, sempre é necessário algum conhecimento firme sobre a personalidade da pessoa, para saber se é realmente a famosa "outra metade da laranja".
A paixão é má conselheira. Sempre devemos ouvir a voz da razão antes de nos ligarmos a alguém. Nunca se esqueçam de que para que um relacionamento possa frutificar, os parceiros devem justificar o nome, serem parceiros. Devem complementar-se mutuamente.
Por vezes, um dos parceiros acredita que cedendo totalmente à vontade do outro, será a melhor maneira de uma boa convivência.
Mas não é por aí. As "regras" que devem reger uma boa convivência seguem outros caminhos. O que deve haver é um acerto, uma espécie de acomodação de personalidades, devendo cada qual ceder um pouco em nome de uma boa vida a dois.
Não se esqueçam de que uma personalidade muito tempo sufocada, um dia se rebela, e reage contra a dominação, com conseqüências nada boas, portanto, a regra básica (se é que pode haver alguma regra), tem que ser regida pelo bom senso, e assim, os direitos e os deveres devem ser divididos. Ambos devem ser companheiros, caminhando lado a lado, formando uma real parceria, na verdadeira acepção da palavra.
Li outro dia algo que reforça bem esse aspecto. É uma parábola comparando o casamento, ora com o frescobol, ora com o tênis, que é muito interessante. Resumidamente, o frescobol é um esporte em que parceiros se completam, um procurando facilitar as coisas para o outro, visando manter a bola o mais possível no ar. O tênis, contudo, é um esporte de um contra o outro, visando dificultar ao máximo a situação do adversário.
Assim são as coisas no casamento, nas questões do amor. Quando os parceiros formam uma dupla que pretende "manter a bola no ar" o maior tempo possível, as uniões podem ser duradouras e gostosas. Se, todavia, são adversários, cada qual procurando mostrar sua superioridade, aí a coisa pode se complicar, e a pobre bovídea rumará placidamente para a região pantanosa...
Volto a bater numa tecla que já está ficando gasta. O que nunca pode faltar num relacionamento maduro (não pode deixá-lo apodrecer), é o DIÁLOGO. Através dele, uma feroz partida de tênis, pode se transformar em um gostoso jogo de frescobol.
Contudo, não me considero dono da verdade, ou coisa parecida. Simplesmente com base na experiência e nas observações feitas creio-me habilitado a dar alguns palpitezinhos sobre a vida. Enfim, são décadas de prática, que me permitem procurar transmitir algo de minha vivência, e que me permitem igualmente desejar com paz e amor, UM LINDO DIA.

 

Marcial Salaverry


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