DESVENDANDO A SEXUALIDADE

 

O que deveria apenas ser fonte de prazer,
por vezes é fonte de problemas...
Compreensão e diálogo, crianças...
Ósculos e amplexos,
Marcial

DESVENDANDO A SEXUALIDADE
Marcial Salaverry

A sexualidade, depois que se atinge a sexual idade, sempre será  um dos pontos considerados como dos mais importantes no relacionamento homem/mulher (e também homossexual, cada vez mais presente e vivo).
Certamente,  no início de qualquer relação, não existe nenhum problema nesse sentido, pois tudo é novidade, ambos ainda estão se descobrindo, e assim a sexualidade aflora normalmente, passando-se rapidamente do beijo para outras etapas.
Contudo, com o passar do tempo, geralmente começam os problemas, provocados pela rotina, pelo tempo de vida em comum, e por não haver de incomum, pois cada qual já sabe o que o outro vai fazer. Está quebrado o encanto provocado pelo “o que faremos hoje?”, pelo rotineiro “vai começar tudo de novo...”.
Outro ponto a ser considerado, é que nem sempre  numa dupla ambos tenham o mesmo interesse pela vida sexual.  Sempre um quer uma maior frequência que o outro, e por aí começam muitas discussões, quando o mais exigente atribui a desamor o menor interesse da parceria, sem falar que alguns problemas do dia a dia possam atrapalhar o clima de romance, mas nem sempre é esse o motivo, e o que pode acontecer, é simplesmente uma maior ou menor resposta ao apelo sexual.  Pode ser apenas um eventual cansaço, que cobranças mais fortes podem transformar em traumas.
Um, reclamando da falta de maiores atenções, e o outro, considerando-se pressionado, e achando que já não é uma questão de amor, é apenas interesse sexual, e começa a sentir-se como um objeto que não tem vontade nem sentimentos, e deve estar sempre à disposição para ser manuseado a bel prazer do “oponente”.
Ambas as situações são extremamente desconfortáveis.   E existe uma maneira muito simples de se resolver esse assunto.  Chama-se o “Milagre do Diálogo”. O diálogo é importante, e ambos devem procurar, com calma e sem cobranças, expor seu ponto de vista, falar das necessidades de seu organismo, dizer francamente de sua maior ou menor necessidade sexual, e procurar um meio termo que possa contentar ambas as partes. 
Nem todos os dias, nem apenas uma vez por ano. É essa a melhor maneira de se evitar as cobranças de um lado, e as “eternas indisposições” do outro.  É combinar um sinal, uma senha, um segredo, algo enfim que chame a atenção do parceiro sobre suas intenções.  Não há nada mais desagradável do que o tradicional :”Pode ser ou tá difícil?”.
Ou então a famosa cobrança : “Caramba!!! De novo dor de cabeça?” “Acho que vou procurar algo por fora”...
Por outro lado, algo de que não se pode esquecer, é que, principalmente para a mulher, o sexo é algo que sempre tem um encanto especial, já que, afinal é ela que está “recebendo” o corpo do parceiro.  Então o sexo sempre tem um quê de cerimônia.  Certamente ela verá muito mais encanto em um sexo feito com certas preliminares que aos poucos vão lhe despertando o desejo, do que o simples : “Tira a roupa, benzinho, venha me servir...”.
Há que se usar a imaginação, a criatividade... Há que saber descobrir os pequenos segredos que poderão motivar o apetite sexual, que irão acender a fagulha para um sexo realmente prazeroso.
As mulheres também devem considerar que os homens não são máquinas, e que nem sempre estarão prontos para o embate sexual. Para melhores estímulos, é que sempre devem existir as preliminares.  Elas também devem saber aceitar eventuais falhas, eventuais indisposições em determinados momentos, evitando o “não tem jeito mesmo... tu já era...”
Não é por aí.  Compreensão, crianças... Diálogo é fundamental.  Essas diferenças devem sempre ser conversadas e acertadas. 
Afinal o sexo é o complemento ideal para o amor... não deve ser motivo para desentendimentos.
Ainda há muito a se falar sobre isso, por enquanto, espero que aproveitando o assunto todos tenhamos UM LINDO DIA.
 

 

Marcial Salaverry


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