O AMOR ATIVA OS NEURONIOS

 

 
É algo que ativa os hormonios,
sentir esse clima de amor no ar...
Respira-se a intensidade do amor no ar...
Osculos e amplexos,
Marcial

 O AMOR ATIVA OS NEURÔNIOS
Marcial Salaverry

Com certeza, o amor ativa os neurônios, mexe com os hormônios, ataca o coração, e mexe com cérebro, que fica meio perdido, quase que sem saber o fazer para controlar, ou mesmo entender tudo isso...
Inicialmente podemos tentar explicar o porque desse clima de amor mexer tanto com coisas etéreas, e tudo começa com um tal de namoro, que começa após um conhecimento preliminar, sendo então o namoro o ponto de partida para o amor.

Bem, pelo menos assim era antigamente, tudo começava com o namoro, depois acontecia o noivado e assim chegava-se ao casamento. Tudo teoricamente regido pelo amor, mas nem sempre era assim tão romantico, pois por vezes a coisa toda era manipulada por acordos. Mas esta é uma outra história, e fica para uma outra vez. É algo que felizmente já ficou perdido em passado remoto...

Assim, com o advento da modernidade, tudo mudou, e hoje em dia começa-se "ficando", mas nem sempre fica bem "ficar", então, ao invés de "ficar", fica-se namorando mesmo. Mas sempre se fica. Ou se "fica".  Fica para os mais jovens explicar como fica tudo isso.

Podemos concluir que o namoro evoluiu muito com o tempo.  Já houve época em que a jovem ficava romanticamente na janela, e era cortejada com doces olhares e  lindas serenatas, ou por infindáveis passeios.  Era interessante que nosso itinerário coincidia sempre com o momento em que ela saia à janela. Não haviam previos acordos. Apenas o chamado do amor, e esta sem duvida, foi uma época lindamente romântica, e amava-se platonicamente até o casamento. O namoro sempre era vigiado, pois não eram permitidas "certas liberdades" antes de se firmar o compromisso matrimonial, tambem chamado de  casamento.                           
Por vezes eram anos de namoro e noivado até o casamento. A coisa toda era encarada com seriedade. Quando o rapaz conseguia pegar nas mãos da jovem,  já era uma glória.
Depois, veio aquele namoro, em que já era permitido mão na mão, sem muitas outras opções para as mãos...  Conseguia-se até roubar um beijinho, o que era uma emoção suprema, trocar um beijinho escondido. Contudo, se o papai ou a mamãe visse, seria reprimenda na certa. Onde já se viu beijar se ainda nem se conheciam direito (depois de três anos namorando).

Com a evolução rápida do tempo, principalmente no após-guerra, houve uma mudança de costumes, e logo se chegou a um estágio mais avançado.  Já se permitia que o romântico casalzinho saísse sem ter de levar o irmão menor para ir ao cinema. Ou mesmo um passeio diferente. Por exemplo, ao Zoológico. Era uma delicia um passeio ao Zoologico, de mãozinha dada...Que deliciosamente romantico era apreciar o bocejar do hipopotamo, de mãozinha dada...Ainda não existiam os motéis. Quando muito um drive-in onde alguns amassos podiam ser feitos.

Agora a coisa mudou um tanto. Quando um rapaz e uma moça se conhecem, ao dizer muito prazer, vem a pergunta, no meu ou no seu apartamento?
Contudo, se o modernismo acabou com o romantismo de antigamente, não acabou com o amor, e nem com o namoro, ou com a "ficação". Só que agora ainda existe um tal de namoro virtual,  que dispensa o contato físico para que se ame. Mas é um tipo de namoro. Portanto, o namoro continua existindo. Não se sente a presença física ao lado, mas "sente-se" a presença de quem está ausente. Pergunte a quem tem um amor virtual, e ele te explica. E viva o tal do namoro, sempre ativando os neurônios, ainda que virtualmente.

De qualquer maneira, o amor sempre será o principal objetivo de todos, sempre na procura da famosa alma gêmea, ou como se dizia antigamente, a "outra metade da laranja".
Para que o amor seja perfeito, é preciso haver reciprocidade nos sentimentos, será necessário que o mesmo sentimento abra dois corações, permitindo uma interação perfeita entre ambos, consumando o que pode ser chamado de um amor perfeito, que sempre será lindo como o amorperfeito...

Mas, se o namoro pode abrir a porta para o coração, é preciso que também abra a  porta para o cérebro, pois a razão deverá controlar a paixão, ditando as normas necessárias para que o amor seja duradouro, e também é imprescindível que se possa abrir também a porta para o entendimento, para o diálogo, permitindo que haja harmonia nesse amor.

Vamos então namorar, mas com consciência, não apenas seguindo os impulsos do coração, ou do sexo. É preciso controlar, usando bom senso, para que  as coisas se desenvolvam bem, sem  desentendimentos idiotas,  que podem tudo atrapalhar...

Portanto, para que haja um bom desenvolvimento nesse amor, é preciso haver bom entendimento, diálogo, respeito, e assim certamente poderemos ter um relacionamento gostosamente duradouro.
E com essa idéia, vamos sempre ter UM LINDO DIA, namorando no Dia dos Namorados, e amando nos outros 364 dias do ano.

 

 

Marcial Salaverry


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