PARA SIMPLESMENTE FALAR SOBRE AS MULHERES

 


Minha mais sincera homenagem às criação máxima do Amigão... AS MULHERES...
Como o mundo seria triste e sem graça...
Beijos poeticos para todas elas, e para eles, meus parabéns por as saberem tratar
(pelo menos para os que sabem fazer sua parte...)
Ósculos e amplexos
Marcial

PARA SIMPLESMENTE FALAR SOBRE AS MULHERES
Marcial Salaverry
 
Para inicio de conversa, devemos salientar o que vem acontecendo atualmente, ou seja o verdadeiro despertar para a vida de pessoas que em sua maioria estão conseguindo uma reação sensacional contra padrões impostos no passado, como podemos notar com as atitudes ora tomadas pelas representantes do sexo feminino, vencendo absurdos preconceitos, pois não podemos nos esquecer da maneira como antigamente era encarada a educação feminina, toda ela direcionada para as coisas do lar. Desde que soubessem cuidar das tarefas de casa, estavam aptas para o casamento. Tinham que saber cuidar dos filhos, mas sequer podiam pensar em sexo ou educação sexual. Falar sobre isso então, era algo inominável.
A leitura mais cobiçada pelas jovens da época, era "A Carne", de Júlio Ribeiro, que hoje pode ser indicado como literatura infantil... Nas escolas, esse livro era lido avidamente pelas meninas, às escondidas. Se fossem pegas com esse livro nas mãos, seria castigo na certa...
Essa reação contra o "status quo" começou com os movimentos feministas, que não conseguiam ter  grande penetração entre as "donas de casa", que até ridicularizavam as feministas da época, que, conforme se dizia, eram feministas porque não "tinham homens que as colocassem em seu devido lugar".
Essas "donas de casa" limitavam-se exclusivamente a cuidar do conforto de maridos (estes os senhores soberanos e absolutos) e dos filhos. Sua vida pessoal, seus desejos, sonhos, ficavam sufocados. Como pessoas, praticamente inexistiam.
Claro que isso não é regra geral, pois sempre houve mulheres corajosas que desafiavam essa tirania, o que por vezes lhes custava caro. O "macho dominante" sempre procurava "cortar-lhe as asinhas". O que nem sempre conseguiam, pois essas heroinas sabiam como reagir, como Georges Sand, Chiquinha Gonzaga, e muitas outras que souberam enfrentar as "feras"...
Lentamente a coisa foi mudando. Os homens sempre reagiam contra qualquer tentativa feminina de "invadir território masculino". Exemplificando, entre meus colegas vendedores, os comentários fervilhavam quando começaram a surgir as primeiras heroínas trabalhando como vendedoras na praça de Santos. Comentavam ironicamente sobre o que teriam de fazer para conseguir vender. Perguntava a eles se era dessa maneira que conseguiam tirar seus pedidos, e muitos discutiram comigo por causa disso, e eu dizia que do jeito sério com que elas trabalhavam logo haveria mais vendedoras do que vendedores, e hoje é o que acontece, creio mesmo  que existam mais vendedoras do que vendedores...
E isso ocorreu e vem ocorrendo em quase todas as profissões. Não tem mais aquela mentalidade rançosa de que tal e qual coisa é só "coisa de homens".
Até o direito de frequentar bares e "encher a cara" elas já tem... Calculem que há não muitos anos atrás, mulher desacompanhada em bar, era sinônimo de prostituta.
Agora a situação está quase chegando no ponto ideal. Preconceitos ainda existem. Por incrível que possa parecer, ainda existem pessoas que acham que "lugar de mulher é em casa", e pode até ser, mas apenas para aquelas que realmente gostam de "ficar em casa". Que simplesmente assumem sua postura e querem permanecer exclusivamente como senhoras de seu reino, que é o lar. Já é uma outra postura. Já tem o direito de escolha, e não são "obrigadas" a faze-lo, se não desejarem.
O que assistimos atualmente é uma prova total e definitiva de quão errada era a colocação machista da época. As mulheres demonstraram cabalmente que conseguem multiplicar-se. São profissionais competentes em suas funções, e ainda conseguem cuidar de seus lares.
Não cabe aqui fazer comparações sobre "quem é melhor, o homem ou a mulher". Não existe mais isso. As coisas estão de tal maneira em seus devidos lugares, que, da mesma maneira, existem mulheres fazendo funções antes consideradas masculinas, sem perderem a feminilidade, como também existem muitos homens executando e bem, funções ditas femininas e isso sem perder sua masculinidade.
Na verdade o que existe, é competência. As pessoas certas nos lugares certos, independendo de sexo, mas sim de capacidade para desempenhar as funções.
O que é preciso, na realidade, é todos entenderem de uma vez por todas que o entendimento entre homens e mulheres não deve ocorrer apenas na cama, mas sim em todos os pontos de vista, nunca podendo ser esquecido o ponto de vista que melhor direciona o entendimento entre os seres humanos: MEU DIREITO TERMINA ONDE COMEÇA O SEU, E O SEU TERMINA ONDE COMEÇA O MEU.
Assim sendo, o importante, crianças, é termos UM LINDO DIA.

 

 

Marcial Salaverry


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