O E-MAIL AINDA É MEIO DE COMUNICAÇÃO

 

Apesar do face, das redes sociais, watsapp (ou zapzap..),
 o e-mail, ainda é meio de comunicação,
basta sabe-lo usar convenientemente, e não perde sua utilidade...
Ósculos e amplexos
Marcial

E-MAIL AINDA É MEIO DE COMUNICAÇÃO
Marcial Salaverry

Embora muitos o acreditem superado com o surgimento do boom das redes sociais, e do face, o e-mail ainda está por demais arraigado em nossos usos e costumes, e como tem criado muitas palavras, ou meios de se escrever palavras existentes,  tais como  “emaillação”, ou seja, o ato de se passar e-mails.  É compreensível que tal palavra exista, assim como muitos outros termos postcomputadoriais, tais como "vc", "rss", :)). Sabemo-la útil e necessária.  Então, consideremo-la inventada, pois, assim como  podemos chamar uma comunicação via e-mail, como "uma comunicação “emaillatória”.

Li uma mensagem que me foi passada por meu guru L’Inconnu,  que diz simplesmente:
"Enviar uma carta é um bom meio de ir a algum lugar sem mover nada, a não ser o coração" .

Como isto foi lido há muito tempo, vamos modernizar   um pouco, trocando "carta" por "e-mail", pois precisamos nos situar na época atual, quando a comunicação epistolar, foi substituida pela "emaillatória..."

Embora existam aqueles que fazem mau uso dos e-mails, os chamados hackers e viróticos,  podemos realmente considerar que enviar um e-mail é comunicar-se com o coração, sempre abrindo a possibilidade de uma nova amizade, pois no momento em que  enviamos um e-mail,  automaticamente abrimos nosso endereço, propiciando uma resposta, pois sempre consta o endereço do remetente, embora muita gente goste de se div
ertir inventando apelidos (também chamados "nicks"), e criando uma sem numero de endereços falsos, sabe-se lá com que intenções. Embora existam "n" motivos para usar codinomes (ou nicks), acho que o uso do nome real é mostra cabal da inexistencia de segundas intenções.

Embora alguns usem endereços forjados, vamos considerar   apenas quem pretende dar um uso adequado para os benefícios da tecnologia, e apenas deseja comunicar-se com facilidade, procurando desenvolver seu circulo de amizades, e esses sempre se comunicam abertamente.

Convenhamos que a "emaillação" é uma maneira altamente prática de se comunicar, pois em poucos segundos conseguimos nos contatar com qualquer parte do mundo, e  tudo isso sem ter o estafante trabalho de comprar um envelope, escrever uma carta (dizem que datilografar é ou era falta de educação), colocá-la dentro do envelope, enfrentar uma fila no correio para postar a bendita carta, que, com muita boa vontade “correial”,  tem a possibilidade de ser lida (se chegar), apenas alguns dias, ou semanas após, se não houver nenhuma greve de carteiros...E um e-mail em segundos corre o mundo.E ainda podemos escrever para muitas pessoas ao mesmo tempo, em partes as mais distantes do mundo.  Realmente fantástico...

Com as emaillações, sentamos na cadeira (alguns dizem que sentam no computador, o que não aconselho.), batuca no teclado, clica "enviar" e pronto já tá lá, e se o destinatário estiver com o OutLook aberto, lê no ato.   Se quiser,  responder imediatamente, dependendo do que recebeu, e a vantagem que o email oferece sobre as redes sociais, é que mesmo não estando on line, o email fica na caixa de entrada, aguardando a chegada para a consequente resposta...

Com todas essas facilidades, podemos concluir que "emaillar" é um real ato de amizade, e é por isso que entendo que ao  receber um e-mail, devemos responde-lo, mesmo que seja só para dizer "oi. Recebi. Gostei (ou não)."  Assim, estarão devolvendo o gesto de amizade.  Amizade, não se esqueçam, não é coisa para ser jogada fora. Concordam?  Apenas é preciso analisar quando é algo que "pede" uma resposta, ou se a resposta está implícita. Claro, que nem todos podem responder a todos os emails recebidos todos os dias... Assim, pelo menos de vez em quando, pode-se dar um "Alô Amigo"... Bom senso deve imperar...

É verdade
que não é todo o mundo que gosta de escrever muito, mas nesse caso, um "oi" de vez em quando, não arranca pedaço do dedo.  Nem que seja para pedir que não escreva mais. Mas sempre é bom escrever.

Nos velhos tempos pré-computadorais, eu sempre tive a maior preguiça para escrever cartas, e foi  apenas quando morava no Congo,  que escrevia longas cartas para a patota toda.  Mas gastei o estoque todo lá.   Fiquei um bom tempo, sem pensar em escrever.  Sei que algumas pessoas acham que deveria ter continuado assim.  Mas, por certas razões comecei a faze-lo e peguei gosto pela coisa.  E vai ser meio difícil parar, pelo menos enquanto os dedos continuarem obedecendo aos comandos do cérebro (tenho, sim, e funciona... acho).

Depois desta defesa ao bom uso do e-mail, espero que todos tenham UM LINDO DIA.

 

 

Marcial Salaverry


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