COMO VIVER UM AMOR VERDADEIRO

 

 

COMO VIVER UM AMOR VERDADEIRO
Marcial Salaverry
 
A respeito do que pode ser um amor verdadeiro, li uma frase de um filósofo francês, Gabriel Marceau, que diz em poucas palavras, tudo o que poderemos levar horas ou dias para chegar à mesma conclusão.
Simplesmente: "Amar é poder dizer TU NÃO MORRERÁS JAMAIS..."
Lindo, não? Trocando em miúdos, quando se ama de verdade, a distância, seja ela provocada por um afastamento momentâneo, seja por uma perda definitiva, não acaba, nunca, com esse amor. Lógico que eu falo de um amor correspondido, ou seja, de duas pessoas que se amam com igual intensidade.
Existe aquele amor unilateral, mórbido, que não tem sentido. Pois se o sentimento não é correspondido, não pode ser perpetuado, e esse sim, tem de ser esquecido. Bem, retornando ao bovídeo congelado, quando existe um amor verdadeiro, mesmo que o destino nos leve o ente querido, ele não morrerá jamais...
Com isso, não quero dizer que devemos nos fechar em uma redoma e parar de viver. A vida continua. Esse amor não morre, fica num lugarzinho especial, no recôndito da memória, mas a vida continua, e temos que continuar vivendo, e pode-se até encontrar um novo amor. Esse novo amor não irá substituir o perdido, poderá ocupar um novo lugar igualmente importante, pois a vida continua. O que não se pode é ficar vivendo em função do amor perdido, achando-o insubstituível, embora possa se-lo, mas sempre existirá espaços para outros, pois temos que continuar vivendo e a vida sem amor fica complicada.
Pode ser amor pela Natureza, por outra pessoa, por uma causa, por outros seres humanos mais carentes. Só deve ser um sentimento sincero.

 

Marcial Salaverry


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