COMO VIVER UM AMOR SEM PRECONCEITO

 

 

COMO VIVER UM AMOR SEM PRECONCEITO
Marcial Salaverry
O amor é um sentimento que não aceita preconceito, pois ele simplesmente irrompe, invade um coração, sem que se possa explicar o porque.
Simplesmente sabemos que estamos amando alguém, porque alguma coisa em nosso interior se agita quando dessa pessoa estamos por perto.
É algo que nos desperta a sensualidade, que nos chama para a vida, que a faz prazerosa, valendo a pena ser vivida...
Sendo esse sentimento que surge de inopino, e que toma de assalto nossa alma, nosso pensamento, nosso coração, como determinar o que pode ser certo ou errado nos casos de amor.
Se criaturas de mesmo sexo sentirem-se atraídos um pelo outro, sentir que sua vida assim deve ser vivida, não deve prender-se a preconceitos que insistem em dizer ser errado esse amor.
Um corpo masculino, atraindo olhares e desejos de outro corpo masculino, ou um corpo feminino que produza o mesmo efeito em outro corpo feminino, por se desejarem reciprocamente, apenas querem desfrutar do prazer que  poderão sentir um ao lado do outro, na realidade, não querem ver limites nesse amor, e tampouco admitem qualquer preconceito, pois com toda a naturalidade, sentem que seu amor é sem defeito, por saberem que é um amor autentico,  verdadeiro.
Esse sentimento que os domina, tem toda a reciprocidade da parceria, que  também assim o deseja, e vê que a felicidade apenas poderá ser atingida se estiverem juntos, pois é um amor feito de sexo e ternura, de carinho, desejo e muita sinceridade.
Ambos se completam em seu companheirismo. Por que então determinar que um amor assim é errado? Errado é quem vive uma mentira, e eles estão vivendo uma verdade. Uma verdade que é deles, que a eles pertence, como a vida lhes pertence. Entender o contrário, não aceitar a homosexualidade já pode ser considerado como homofobia.
Assim, se o amor realmente existe, deve ser vivido, pois da felicidade não se desiste.
Por ela, enfrenta-se preconceitos, e olhares de desprezo.
Temos que nos lembrar sempre de que o amor é a fonte de tudo, da vida, do nascimento, e até da morte. Por vezes pode até provocar algum lamento, causado por tolos preconceitos, ou por problemas de nossa cabeça.
Mas sempre será esse sentimento, que se chama amor, que à nossa vida dá calor, mesmo que por vezes possa nos causar dor.
De um ato de amor, nascemos, procurando por ele, sempre vivemos. Sempre desejamos viver um amor, e não é lícito esperar-se que apenas por preconceitos, tenhamos que abrir  mão do chamado amor de nossa vida.
Sentindo esse amor que desperte nossa sensualidade, devemos vive-lo, sem nos ater a tolos preconceitos que tentem dizer ser certo ou errado o amor que estamos vivendo.
Quem sabe disso é nossa alma, que está sentindo esse amor, sem procurar saber como a Sociedade o considera.
Para que se desperte uma quente sensualidade, não existe preconceito quando se sabe e se quer amar...
Pessoas de mesmo sexo se apaixonarem, se sentirem aquela quente vibração, aquela atração que mexe com o corpo, e que dá vida ao coração, por que ao  amor não se entregar, deixando-se por preconceitos tolos levar?
Se esse corpo ao lado do seu desperta seu desejo, entregue-se a ele, entregue-se a esse amor sem pejo...
Se quisermos viver um amor de qualidade, temos que apenas pensar se existe reciprocidade.
Amando e sendo amados, há que se viver o amor, sem pensar em muitas besteiras, e sempre procurando o amor viver.

 

Marcial Salaverry


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